Coração de artista

Um coração partido e indeciso,
Típico do artista sofrido
Mãos trêmulas que seguram o pincel
Um adorno, a tela, o óleo, o tom correto
E em meio a tantos devaneios e desilusões
Um sorriso faceiro, alegre e sem compromisso
O artista renovando suas forças e redescobrindo o poder do riso
Do outro lado de sua vida fica a margem e a esperança
Se prendendo a assuntos pendentes e talvez perdendo o caminho
Esse é o coração típico de quem faz arte
Em uma tela retrata o que sente
Mas esquece que as palavras também se fazem presentes
O coração que canta e dança com emoção
Jamais esquecerá do ato de redenção
Renove seus votos de felicidade e aprenda outras formas de arte
Talento, desprendimento e coragem
Três fatores essenciais para o sucesso
Esqueça velhos conselhos, largue antigos hábitos
O mundo é extenso demais para manter cativo o coração que retrata a felicidade
Entre soluços e sorrisos está seu ideal
Pare, observe e volte a pintar o seu mundo real
Nas palavras de um escritor ou nas cores de um pintor
Na mente de um inventor ou no mármore de um escultor
Cada um tem seu modo de alcançar os seus sonhos
Faça por onde, artista confuso
E o resultado será garantido
Faça por merecer, meu adorável artista
E prometo estar lá para registrar cada sorriso seu em meu caderno.

Avengers vs.  X-Men Avengers vs.  X-Men

Avengers vs. X-Men

Rain is coming Rain is coming

Rain is coming

Canção de guerra

E a canção final de guerra foi tocada
Um corpo que cai, fraco, quase sem vida
A luz dos olhos desaparecendo e o último sopro de vida deixando seu vasilhame
Mais um tambor, a flauta e a melodia
Mais um guerreiro tombando com o terror impresso em sua face
Talvez um bom pai e um bom marido ele seria
Certezas que não serão confirmadas
Mais um pobre soldado caído no campo de batalha
O suspiro final que emudece a banda marcial com seu hino de guerra.

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1 – Uma introdução aos Contos de Guerra

              Isso não se trata de um desabafo rouco de um pobre coitado à beira da morte. Não sou um ferrado prestes a perder a sanidade, tampouco minha vergonha. Não pretendo transformar em herois os bravos assassinos a quem chamo de irmãos, nem pensar, somos todos uns porcos mercenários matando por quem nos paga mais. A lógica é simples. Você me paga, eu executo o serviço com o melhor que posso oferecer em termos de armas, estratégia, tecnologia e ferocidade.

            Não sou um guerreiro em uma cruzada de vingança e honra perdida, aliás, estou longe do conceito de herói romântico dos grandiosos poemas homéricos. De gigante e admirável somente nossa vontade de explodir tudo à nossa frente, sempre atirando primeiro e perguntando depois.

            Sou parte de um processo lento e trabalhoso de aperfeiçoamento da arte da guerra. Sou um resultado, um executor. Entrei nessa por dinheiro e não me lembro de nenhum companheiro com razões nobres nessa profissão.

A morte é o meu produto e a guerra é o meu instrumento. Sou um exímio artesão sangrento. Carrego a cruz da minha vida sob a mira atenta de minha pistola e guardo no coldre qualquer pensamento diferente que possa me tirar o foco de minha missão. Sou nada mais que um trabalhador braçal no ofício do conflito armado.

            Para os engravatados que nos contratam, somos apenas peças descartáveis de um engenhoso sistema político, para os que morrem em conseqüência de nossas ações somos seus carnífices, para o resto do mundo somos apenas mercadores da morte.

            Isso não é um relato simples ou memórias de um soldado cansado. Muito pelo contrário, ainda tenho muita lenha para queimar e ainda me resta um olho bom e mais algumas costelas intactas para lesionarem. Apesar das cicatrizes nada me fará parar com meu trabalho. Já disse e repito, não estou nessa por causa da honra ou de colocar meu nome na história, eu sou descartável, um parafuso facilmente substituível. A grana que pagam é boa. Estou nessa também pela adrenalina, estou nessa pelo clichê do soldado louco. Sou um cão raivoso de guerra e em breve serei enterrado em uma vala comum, sem identificação, tal qual meu estilo de vida oferece. Isso não é ruim, contanto que eu morra coberto de sangue do meu algoz.

            Isso que você está prestes a ler é o relato de uma mente equilibrada, não sou um louco e sádico, não vim de um lar destruído com um pai bêbado e uma mãe drogada, muito menos fui abusado quando criança. Sou advogado por formação acadêmica e mercenário por opção de vida. Sou o melhor no que faço e nada mudará minha cabeça.

            Antes que você pense algo errado a meu respeito, devo lhe alertar que não mato crianças, mulheres e velhos, no entanto, aquele que apontar uma arma para meu peito com a leve intenção de puxar o gatilho, não posso deixá-lo impune. Ninguém, sob hipótese alguma deve apontar uma arma se for hesitar, essa é a primeira regra de sobrevivência. Se você apontou, atire para matar.

            Em todos esses anos moldando meu caráter nos campos de sangue eu pude perceber o quão desprezível o ser humano é. O homem não passa de um animal maléfico. Não vejo homens bons. Sempre os procurei, mas no meio da lama e do fogo não é possível distinguir os bravos dos assassinos. É claro, tudo não passa do meu ponto de vista, um ser como eu, formado e graduado na universidade da sobrevivência e torpor humano.

            Meu nome é Sebastian O’Keefe, 1° Sargento da Tropa Leo e Comandante do 2° Pelotão de Infantaria e eu não sou o personagem principal dessa merda de contos de guerra, afinal, eu não venci a morte sozinho, homens bravos estavam ao meu lado e é a história deles que também deve ser relatada. Esses são os diários de guerra de loucos sedentos por conflitos até os ossos. Não se espante com a realidade nua e crua que será mostrada a você.

            E se você tem coração fraco e não agüenta esse tipo de coisa, pare de ler nesse momento, vá tomar um chá com biscoitos e assista televisão, deixe que um adulto de verdade veja como é o mundo real.

Bela distância…

…E vai sem um “quem sabe”, um “talvez” ou um “pouco importa”…
Vai ser a dança, o pedido ou a história…
Com o sorriso abre a porta, noite bela, rua torta…
É na viela, no plantão, na distância ou mesmo no chão…
Vai ser com toda a certeza a risada desinibida, na mistura de chuva e canção…
Uma manhã de flores, sons de fundo e cheiro de nostalgia…
É o corpo cansado da bela que fugia…
Coisa linda é ver você, sonhando e cantando…
Só queria um minuto desse encanto…
Acordar ao som do sorriso e dormir no embalo do olhar…
Mulher que mora longe, que mais perto eu quero ficar…

"Eu poderia apenas esperar um sorriso mas com certeza isso não seria o suficiente… Deixa o interesse aparecer…"

Instintos

Pode dizer o que você julga necessário e ainda assim vai sempre aparecer aquele para tentar derrubar sua confiança.

Pode agir da forma que acredita ser a correta e sempre terá aquele que vai tentar te mostrar o contrário.

O importante é seguir seus instintos e renegar qualquer movimento contrário aos seus pensamentos.

Influências externas quando apenas sua consciência deve agir é perda de tempo.

Siga o que sente, execute da forma que sabe, mantenha-se em sua área de conhecimento e acredite em seus instintos.

Passageiro Sombrio

Eu posso me lembrar com clareza dos detalhes de minha personalidade na adolescência. Eu afirmo com toda certeza que eu realmente era diferente.

A figura na qual me tornei é um completo estranho. Minha curva de desenvolvimento pessoal tomou proporções acentuadas nas mais diversas formas de pensar de um ser humano.

Isso não é necessariamente ruim, no entanto, há de se levar em consideração determinadas facetas do homem que outrora fui e que se perdeu nesse mar revolto de mudanças de ambiente, aquisição exagerada de responsabilidades e por fim, e não menos importante, uma torrente emocional absurda para um adolescente.

Tudo isso influenciou exponencialmente para os desvios em minha evolução como pessoa e como profissional.

Meu passageiro sombrio era uma figura absorta em pensamentos conflituosos e animais. Era uma espécie de figura tétrica tal qual o Senhor Hyde em “O Médico e o Monstro”.

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